pego meu revolver e dilato a carabina azul, transpassando cores violetas e ainda azuis. meus olhos e ovos comem todos os passantes. nada passa.
viajantes noturnos as vezes me visitam durante o dia de sol.
mas nada mais segue seu curso quando as miragens estao a sol a pino.
como pode ser gorda a taradisse de sua mae. ela pesa 150 quilos e ainda assim nao para de se nutrir do leite materno de sua avó.
quando comecei a ver certas coisas, muita coisa veio a ser igual como era sempre. mas na verdade nunca se sabe muito bem.
outro dia ainda ontem, me veio uma coisa muito embaraçosa na cabeça, porém engraçada.
pensava que quando tinha dois olhos, ter tres nao era nada natural.
mas quando vi, olhei atras do espelho e minha mao ultrapassava alguns centimetros.
é engraçado esse tipo de sentimento. quando vem a gente nao sabe como externalizar ele ele simplesmente sai e vai andando por ai com a gente. depois de dias e dias, ele diz: vai se fuder, mamao.
como é que sempre se sabe muito e nao se da nada. nao se diz nada. nao se sabe nada.
é tudo um contrario. um amigo certa vez me disse que quanto mais se pesca com a mao se fica melhor com os dedos. e depois disso meu pai vem e diz q ta tudo errado.
como pode?
nada parece ter muit sentido. eu ja sei disso antes mesmo dessa mesmice acontecer aqui em forma de letras. ainda assim tentei experimentar essa libertaçao em letras escalafobeticas e caintes. que coisa extraordinaria poderia ser, mesmo quando nao é.
ainda assim comedido, cogito a publicaçao descuidada, em cartas solenes e insoletens aos senhores juizes, para tomarem conta de suas proprias vidas pois nada importa tando quanto essa jurisdiçao esquizofrenica.
perde a vez. mais uma vez essa ladainha desenfreada. caminha longe de um norte seguro. que vem angariar fundos comedidos de suas calças. fundilhos de desiluçao e destroços alegres.
pena de galinha, sol de minhoca. quero que sua perna nasça torta e sem dentes. paspalhao.